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5 de maio de 2012

notas soltas - le portugais

Georges Braque (1882 -1963)
Le Portugais - 1911 (1,16m x 0,81m)

Le Portugais, painted by Braque in the summer of 1911, is an attempt to utilize the techniques and philosophies of Cubism to alter the viewer’s perception and definition of reality. In contrast to a more traditional, naturalistic work, which would accept the viewer’s preconceptions about the nature of reality and attempt to mimic them, Le Portugais unapologetically indulges in the idiosyncratic nature of Braque’s vision.


2 de março de 2011

grande verdade!

"a natureza é como uma criança que brinca com as nossas vidas. quando se cansa dos brinquedos partidos, abandona-os e substitui-os por outros. é responsabilidade nossa apanhar os bocados e reconstruí-los."

6 de janeiro de 2011

daft punk - derezzed - Tron Legacy Soundtrack

é que esta encaixa perfeitamente no tempo que se sente cá dentro (dentro da minha cabeça mais propramente), tal como para a batalha que será chegar ao fim do dia inteiro (tenho algumas dezenas de quilómetros para fazer de carro, debaixo deste tempo do demónio).
o álbum lançado pela dupla francesa, que é a banda sonora original de Tron Legacy, é verdadeiramente imperdível!

quanto ao filme, como sempre admirei o original, certamente me fará ir até uma sala de cinema...

30 de agosto de 2010

o exercício

© Diogo Pimentao
Empli, 2010 performance, paper and graphite - 200 x 200 cm

O terror de uma página em branco. O cliché materializado numa ideia oposta ao motivo do acto de escrever. Assim se despoleta vontade de pensamento, talvez criativo, talvez meramente mecânico, do ponto de vista da experiência por si só, mas também da sua natureza enquanto objecto, vivência e processo.
Aparentemente temos já definida, a designada introdução, que encabeça qualquer texto/exercício do acto da escrita. Ainda o tema da folha em branco e respectivo terror do utilizador, perante a emergência do desenvolvimento de uma relação de afectividade, que se tornará dopante (sempre que os acasos da vida assim os provoquem); recorrendo às regras, do exercício em causa, pretende-se o desenvolvimento de algumas ideias, conceitos, palavras e demais temáticas, que nos conduzam a um determinado ponto do raciocínio. Torna-se claramente evidente a necessidade de discorrer sobre o ponto focado, no exercício de reflexão intelectual, associado à própria lógica deste mesmo processo criativo – o exercício.
O ponto da reflexão, exposta no acto da escrita, poderá tomar diferentes formas de ser (existir), consoante o objectivo de quem na efectividade do momento, se dedica à sua comprovação (ou não), sendo este o objectivo primário do exercício. A intersecção de todas as ideias lançadas pela escrita, define um ponto de entendimento, dentro de todo o percurso de raciocínio, o transcrito para o exercício e todo aquele arrumado no nosso pensamento. Esse ponto de entendimento do nosso próprio intelecto varia na sua posição e centralidade, consoante a filtragem, ou focagem daquela determinada e específica área de entendimento.
Por vezes, essa mesma área será difusa o suficiente para que mal se a consiga encontrar verdadeiramente – um género de onde tendencialmente se extraem os génios do acto da escrita -, podendo ser igualmente linear e definida e consoante o contexto, assumidamente técnica e/ou meramente funcional.
Usando uma fórmula repetida, mais um cliché naturalmente, em jeito de conclusão será claramente comprovar, resumir e reafirmar a validade, de todo o processo explanado durante o exercício. O cumprimento de uma necessidade, mediante um posicionamento emotivo, perante o confronto com uma página em branco.

1 de julho de 2010

...

"Só porque vivemos absortos é que não reparamos que o que nos vai acontecendo deixa intacto, em cada momento, o que nos pode acontecer"

José Saramago

12 de maio de 2010

the famous bouncing ball



banda sonora para esta tarde, chega-nos deste grupo londrino, os metronomy com o tema a thing for me , num vídeo que nos leva de volta, pela técnica apresentada, às primeiras curtas metragens de animação, precursoras do género karaoke (com a bola que salta em cima da letra acompanhando a música). em 2006 num festival de cinema em meknés (marrocos), tive a oportunidade da assistir a esta curta, da autoria de max fleischer), aos mais curiosos e impacientes, podem ver o filme aqui mesmo - mas aviso que a famosa bouncing ball, aparece apenas aos 5:33...

de volta aos metronomy, a primeira vez que ouvi esta música, confesso não ter achado muita piada a esta aparente sequência caótica musical, mas ao fim de muito pouco tempo, já ganhou o seu lugar de destaque no meu singelo ipod.



metronomy > myspace

16 de setembro de 2008

guernica | pablo picasso

Guernica é um grande painel pintado por Pablo Picasso em 1937 por ocasião da Exposição Internacional de Paris, onde foi exposto no pavilhão da república espanhola; medindo 350cm x 782cm, esta tela pintada a óleo é normalmente tratada como sendo representativa do bombardeamento da pequena cidade espanhola de Guernica em 26 de abril de 1937, pela força aérea alemã, apoiando assim o regime de ditadura de Franco.
tratando-se de uma das mais emblemáticas e representativas obras de Picasso, este vasto painel pode ser visitado no museu centro de arte raínha sofia, em madrid.
tive a sorte de o já ter visto, e devo confessar que perdi um pouco a noção de quanto tempo o estive a observar... vale a pena reservar algum tempo para ver os estudos preparatórios que Picasso executou para esta obra, expostos na mesma sala do museu onde encontramos Guernica.

Aqui uma pequena maravilha da tecnologia, partilhada e difundida pelo youtube, faz com que o desenho a duas dimensões abraçe a terceira dimensão, introduzindo uma nova possibilidade/modalidade de leitura desta composição.


"No, la pintura no está hecha para decorar las habitaciones. Es un instrumento de guerra ofensivo y defensivo contra el enemigo."
Pablo Picasso, a propósito de Guernica

30 de junho de 2008

carlos drummond de andrade - poeta

"Satânico é o meu pensamento a teu respeito, e ardente é o meu desejo de apertar-te me minha mão, numa sede de vingança incontestável pelo que me fizeste ontem. A noite era quente e calma e eu estava em minha cama, quando, sorrateiramente, te aproximaste. Encostaste o teu corpo sem roupa no meu corpo nú, sem o mínimo de pudor! Percebendo da minha aparente indiferença, aconchegaste-te a mim e mordeste-me sem escrúpulos. Até nos mais íntimos lugares. Eu adormeci.
Hoje quando acordei, procurei-te numa ânsia ardente, mas em vão. Deixaste em meu corpo e no lençol provas irrefutáveis do que entre nós ocorreu durante a noite. Esta noite recolho-me mais cedo, para na mesma cama te esperar. Quando chegares, quero te agarrar com avidez e força.
Quero te apertar com todas as forças de minhas mãos. Só descansarei quando vir sair o sangue quente do teu corpo. Só assim, livrar-me-ei de ti, mosquito Filho da Puta!"